
Um júri britânico condenou na quinta-feira uma juíza das Nações Unidas por forçar uma jovem a trabalhar como escrava, após enganá-la para que fosse ao Reino Unido.
Os promotores afirmaram que Lydia Mugambe fez com que a mulher ugandesa trabalhasse como sua empregada doméstica e fornecesse cuidados infantis sem receber remuneração.
Mugambe, que também é juíza no tribunal superior de Uganda, estava estudando para um doutorado em Direito na Universidade de Oxford quando os crimes ocorreram.
A advogada de acusação, Caroline Haughey, disse aos jurados durante o julgamento que Mugambe “explorou e abusou” da vítima, enganando-a para que fosse ao Reino Unido e aproveitando-se da falta de entendimento sobre seus direitos.
Mugambe, de 49 anos, negou as acusações. Os jurados do Tribunal de Crown de Oxford a condenaram por todos os quatro crimes que enfrentava, incluindo uma infração de imigração, forçar alguém a trabalhar e conspirar para intimidar uma testemunha.
Exclamações de surpresa foram ouvidas na galeria do público ao serem lidos os vereditos, e o tribunal foi evacuado após Mugambe aparentar não se sentir bem. A sentença está marcada para o dia 2 de maio.
De acordo com seu perfil na ONU, Mugambe foi nomeada para um dos tribunais internacionais da organização global em maio de 2023.